Porque as crianças adoecem?

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As crianças percebem e vivem intensamente todos os conflitos que se desenvolvem ao seu entorno, sentem conflitos que os rodeiam como seus próprios, mesmo que sejam alheios à eles e não compreendam textualmente o que se diz, acabam por expressar com seus recursos próprios.

Desde a pré concepção, concepção, gestação, nascimento e daí por diante gravamos em nosso ser toda a informação relacionada com nossa própria experiência da vida, a experiência familiar do clã ao qual pertencemos, as expectativas que são colocadas sobre nós, as crenças que vamos acumulando ou herdando. As redes neuronais têm como propósito primeiro: a sobrevivência. A ciência já demonstrou que o inconsciente não distingue entre o real, o imaginário, o simbólico ou o construído mentalmente. Tudo é igualmente real.

Então, qual é a lógica biológica?

O cérebro é como um disco rígido que carrega todas as informações relacionadas à evolução de nossa espécie, e nele estão instalados programas arcaicos de sobrevivência, de nossa espécie e de nossa genealogia. No momento do nascimento, ou mesmo ainda no ventre, estes programas se colocam em funcionamento de forma automática.

Porque as vezes é importante tratar os pais, antes mesmo de tratar as crianças?

O desenvolvimento do cérebro humano ocorre de maneira contínua, mesmo depois de adultos. Mas podemos metodologicamente dividir as as fases iniciais desse desenvolvimento. Dos 0-7 anos de idade, o cérebro infantil trabalha predominantemente em uma frequência situada na faixa Delta, entre 0.1 e 4 Hertz e Teta 4-7 Hertz, ambas as mais baixas frequências de ondas cerebrais. Nesta faixa são produzido os hormônios do crescimento, além deste estado ser benéfico para a regeneração celular e cura. É um estado essencialmente inconsciente.

Levando isso em consideração, significa que basicamente tudo o que a criança apresentar de sintomas estão surgindo do campo inconsciente, e assim só poderão estar diretamente relacionados com a influência do meio, especialmente dos pais. Veja como a Microfisioterapia entende as fontes dos sintomas:

Existem duas fontes que podem gerar conflitos, sobrecargas, desequilíbrios que o corpo não pode, não consegue ou não identifica para responder à altura, gerando uma marca, uma “cicatriz” que impacta determinados órgãos, tecidos, sistemas específicos e até mesmo a psiquê; e que levam ao desenvolvimento dos sintomas. São elas:

  • Fonte externa: Na Microfisioterapia chamamos de lesões em F, o que significa dizer que o corpo sofreu uma sobrecarga externa, ambiental (física, tóxica, traumática ou emocional), podendo aqui aparecerem situações relacionadas inclusive ao clã familiar, informações epigenéticas que carregamos.
  • Fonte interna: chamadas de lesões em G, significa que o desequilíbrio do qual o paciente se queixa surgiu de um processo interno, gerado por ele mesmo, em relação à si próprio ou aos outros (meio).

As crianças nesta faixa etária (0-7 anos) não possuem nível de consciência que torne possível gerar desequilíbrios internos em relação à si ou ao meio.

Esse é o motivo pelo qual também é importante tratar os pais. É muito comum que os problemas que as crianças apresentam sejam transposições de situações vivenciadas pelos pais, dificuldades relacionais, dificuldades durante a gestação (medos, complicações, gravidezes indesejadas…etc.), e as mais diversas nuances conflituosas que podem envolver um núcleo familiar.

Ainda assim, também pode ser importante tratar a criança, pois o estímulo recebido pela Microfisioterapia pode ajudar o organismo a evacuar mais facilmente estas sobrecargas quando entrar em contato com elas novamente.

Sentindo com a mamãe

Quando um bebê está no ventre de sua mãe, vive os estados emocionais dela, um a um. Não existe uma separação entre o “eu” de sua mãe e o “eu” do bebê. A idade cronológica da formação neurofisiológica do bebê têm seu ritmo mais intenso nos 3 primeiros anos de vida, e até por volta de seus 7 anos, a criança é igual ao “eu” de sua mãe. A partir daí começa a surgir um senso de identidade própria.

Nossos filhos não nos deixam nervosos, eles são o espelho no qual devemos ver nosso nervosismo. Nossos filhos são o reflexo da família, do que se passa no núcleo familiar. Nossos filhos não ficam doentes sozinhos, eles adoecem por causa do meio, e muitas vezes são reparadores de cargas transgeracionais.

Não se trata de entrar na culpabilidade, mas de saber e ter consciência que podemos fazer muito por nossos filhos, se queremos que estes fiquem saudáveis, devemos cuidar das nossas emoções e sentimentos. Nossos filhos são o fiel reflexo do que rodeia a família. Parece incrível, mas se refletirmos e tomarmos consciência de que a realidade de todas as coisas é a unidade, compreenderemos que há uma unidade mamãe-bebê.

A nível racional é difícil de compreender, mas ao nível inconsciente está claro, o Inconsciente Biológico é inocente, e repete as pautas e programas que se instauram nesta etapa tão crítica e fundamental. Isso é o quê nos diz a Teoria dos Campos Mórficos de Rupert Sheldrake e é o quê dizia também Carl G. Jung.

O filho mostra a sombra de seus pais e de seus ancestrais, e faz isso através dos sintomas físicos.

– Carl G. Jung 

A sombra a que se refere é nosso inconsciente corporal, nossos programas arcaicos de sobrevivência. Quando o bebê está enfermo, está mostrando uma parte da “sombra” de sua mãe, logo a medida que vai crescendo, vai criando outras relações, vínculos com o pai, o irmão, etc. Quando a mãe e o pai tomam consciência do problema, o filho pode apresentar uma grande melhora. As coisas se resolvem por si, pois nosso inconsciente luta para expressar-se, e quando o faz, a repetição dos programas se faz desnecessária pois já cumpriu sua função. Nosso inconsciente emprega toda a energia para viver.

Existem muitos programas que revivemos quando adultos, por uma força do inconsciente que está relacionada com a fidelidade familiar. Romper esse laço ou bloqueio é imprescindível para poder viver nosso projeto de vida livremente e sem condicionamentos. A Microfisioterapia e a Leitura Biológica podem ajudar.

Sobre a autora:

Dra. Simone Carvalho

Fisioterapeuta Crefito 216935-F

  • Formação Internacional em Microfisioterapia (França)
  • Formação Internacional em Leitura Biológica (Nova Medicina Germânica)

Atendimentos em Cascavel – PR

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