O que buscamos curar?

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Muitas vezes nos sentimos frustrados frente à expectativa de cura. “Ah não! Acabei de melhorar! Isso não termina nunca!”. Todos já escutamos ou dissemos frases assim, mas, o quê nós pretendemos curar?

Se nos deixamos levar ao princípio da Leitura Biológica, feita através da Nova Medicina Germânica, esta é uma das frases fundamentais “a enfermidade nos ensina algo sobre o que não estamos gerindo/interpretando bem em nossa vida”. Bem, qual é esta aprendizagem então? Se eu estou vivendo um conflito em minha família, ou em meu trabalho, ou com meu parceiro, e não soluciono esta situação, aparecerá um sintoma que me indicará o tipo de conflito que estou vivendo

Pela medicina tradicional, o que fazemos é propor um remédio para esse sintoma, para essa dor, e não nos preocupamos com o conflito que deu origem a este sintoma. Mas quando fazemos uma Leitura Biológica, o que nos interessa é o que nosso corpo nos está gritando, o quê nos ensina esse sintoma, então se apenas nos preocupamos e buscamos que o sintoma desapareça, este é um enfoque errôneo, incompleto por assim dizer, que faz com que muitas vezes o sintoma perdure.

Nosso corpo nos fala com a intenção de que aprendamos algo dessa situação, desse conflito, para que no futuro, nós e nossas gerações seguintes, possamos agir de maneira mais efetiva nesta situação. Vejamos um exemplo:

Se eu tenho uma dermatite porque eu perdi o contato com meu companheiro, e isso me levou a sentir inconscientemente a separação como um risco de vida, já que na natureza, separar-se do bando representa um risco iminente ao que se perde, e como acessamos essa informação através de nosso cérebro arcaico, de nossos instintos mais profundos enquanto seres biológicos; se eu somente busco que a dermatite desapareça, estou projetando toda minha energia nesta dermatite, mas não estou aprendendo a lição, essa lição que me diz que enquanto eu me sinta na impotência pela separação, do contato que era desejado e foi perdido, enquanto eu não compreender o âmago da situação específica que levou ao sintoma e não tomar uma postura diferente frente ao problema, enquanto isso, por muitos confrontos e por caixas e caixas de remédios e tentativas falhas de compreender o sintoma, dificilmente desaparecerá minha dermatite.

Ao contrário, se eu integro esta informação, se  aprendo a lição, a cura se produz por si só. Que nem sempre é o desaparecimento completo do sintoma, mas sim o aprendizado que proporciona ao meu corpo.

Não confundamos a cura com o desaparecimento do sintoma. A cura se dá quando existe este aprendizado, o sintoma pode regredir, diminuir, ou desaparecer, mas isso é outra coisa. Dependerá de vários fatores, inclusive das condições que o corpo reúne após passar muito tempo submetido à um conflito biológico, ou se este conflito foi algo agudo e intenso demais.

Cada caso é um caso, e todas as nuances devem ser levadas em conta. A Leitura Biológica e a Microfisioterapia podem ajudar.

 

Sobre a autora:

Dra. Simone Carvalho

Fisioterapeuta Crefito 2/16935-F

  • Formação Internacional em Microfisioterapia (França)
  • Formação Internacional em Leitura Biológica (Nova Medicina Germânica)
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